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2006-04-02

 


CHERNOBYL

Faz 20 anos no dia 26 de Abril deste ano que a vida em Pripyat, cidade com 50 mil habitantes terminou!
Na madrugada desse dia rebentou o reactor n. 4 da Central Nuclear de Chernobyl. O reactor ou o que sobrara dele ardeu durante 10 dias, contaminando 142 mil quilómetros quadrados no norte da Ucrânia, no sul da Bielorrússia. Este foi o pior desastre nuclear do Planeta. Até hoje ainda não se conhecem todos os efeitos provocados por esta catástrofe. Em conversa com um amigo, fiquei a saber que a mulher dele que tem nacionalidade Moldava, sofre de problemas de tiróide devido a essa catástrofe, e que os danos genéticos causados à 20 anos começam agora a fazer-se sentir. Ninguém pode dizer quais são as repercussões finais, mas segundo um relatório fidedigno do ano passado, o detonador de cancro espoletado por chernobyl ceifará mais de 4000 vidas humanas.
Foi construído um sarcófago em volta do reactor, que devia ter uma vida útil de 20 anos, mas hoje em dia esse “sarcófago” deixa passar a chuva e neve por brechas abertas com o tempo, e não tendo sido possível na altura solda-las, pois não era possível aos trabalhadores chegar tão perto.
Esta frágil solução, tem dentro dela 180 toneladas de combustível nuclear. Dentro da carcaça do reactor há urânio enriquecido suficiente para dezenas de bombas atómicas.
Esta previsto que comecem no final do presente ano os trabalhos de construção de um novo sarcófago, mais comprido que um campo de futebol e mais alto que a Estatua do Cristo Rei de Almada, chamado (NCS). Será construído a uma distância considerável do sarcófago inicial e depois deslizara sobre carris para o local exacto. Vão ter que ser feitas escavações a volta do local, para serem feitos os alicerces, mas ninguém imagina o que vai acontecer, uma vez que na altura do desastre foram enterrados os resíduos sem um plano prévio, é uma incógnita o que se vai encontrar.
Segundo o ecologista Ronald Chesser, que estuda a nuvem radioactiva, “O que assusta quando estamos no centro de Pripyat não é a destruição do betão e aço em parte invadidos pela floresta, é sim a ausência de pessoas e o silêncio” Mas esta Solidão não conhece cura.





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