2004-01-07
Dylan Thomas
Não Entres Docilmente Nessa Noite Serena
Não entres docilmente nessa noite serena
Porque a velhice deveria arder e delirar no termo do dia;
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.
No fim, ainda que os lábios aceitem as trevas,
Porque se esgotou o raio nas suas palavras, eles
não entram docilmente nessa noite serena.
Homens bons que clamaram, ao passar a última onda, como podia
o brilho das suas frágeis acções ter dançado na baía verde,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.
E os loucos que colheram e cantaram o voo do sol
E aprenderam, muito tarde, como o feriram no seu caminho,
não entram docilmente nessa noite serena.
Junto da morte, homens graves que vedes com um olhar que cega
quando os olhos cegos fulgiriam como meteoros e seriam alegres,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.
E de longe, meu pai, peço-te que nessa altura sombria
venhas beijar ou amaldiçoar-me com as tuas cruéis lágrimas.
Não entres docilmente nessa noite serena.
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.
Dylan Thomas
In “A mão ao assinar este papel”
Compare-se com as duas primeiras estrofes do original (em inglês), e veremos a diferença na sua sonoridade e ritmo.
Este poeta foi-me dado a conhecer pelo Rui. Mais uma vez, o meu muito obrigado.
Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of the day;
Rase, rase against the dying of the light.
Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.
Não Entres Docilmente Nessa Noite Serena
Não entres docilmente nessa noite serena
Porque a velhice deveria arder e delirar no termo do dia;
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.
No fim, ainda que os lábios aceitem as trevas,
Porque se esgotou o raio nas suas palavras, eles
não entram docilmente nessa noite serena.
Homens bons que clamaram, ao passar a última onda, como podia
o brilho das suas frágeis acções ter dançado na baía verde,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.
E os loucos que colheram e cantaram o voo do sol
E aprenderam, muito tarde, como o feriram no seu caminho,
não entram docilmente nessa noite serena.
Junto da morte, homens graves que vedes com um olhar que cega
quando os olhos cegos fulgiriam como meteoros e seriam alegres,
odiai, odiai a luz que começa a morrer.
E de longe, meu pai, peço-te que nessa altura sombria
venhas beijar ou amaldiçoar-me com as tuas cruéis lágrimas.
Não entres docilmente nessa noite serena.
Odeia, odeia a luz que começa a morrer.
Dylan Thomas
In “A mão ao assinar este papel”
Compare-se com as duas primeiras estrofes do original (em inglês), e veremos a diferença na sua sonoridade e ritmo.
Este poeta foi-me dado a conhecer pelo Rui. Mais uma vez, o meu muito obrigado.
Do not go gentle into that good night,
Old age should burn and rave at close of the day;
Rase, rase against the dying of the light.
Though wise men at their end know dark is right,
Because their words had forked no lightning they
Do not go gentle into that good night.