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2006-04-30

 



Memórias de há um ano ....
Estava aqui...

 





Ecopista Ramal de Mora
No antigo ramal que ligava, por via ferroviária Évora a Mora, a Câmara Municipal de Évora tem vindo a vindo a construir uma Ecopista. A partir do passado dia 25/4 ficaram disponíveis 20 Km do troço( Évora - Sempre Noiva ( Arraiolos) possibilitando um contacto directo com a natureza, em passeios pedestres ou de bicicleta.
Por curiosidade e porque gosto de passeios pedestres hoje levantei-me cedo ( num domingo...) e fui percorrer, a pé, parte do troço da Ecopista; mais precisamente entre o Apeadeiro do Sr. dos Aflitos e o Apeadeiro da Graça do Divor e retorno ao ponto de partida, num total de cerca de 12 Kms.
Foi uma viagem pelos campos floridos, um contacto com os sons da passarada e uma intromissão pelos recantos da minha memória, já que a minha infância e a minha adolescência se encontram ligadas a estas paragens. Foi também a descoberta de espaços que não conhecia...
Adorei ... senti-me muito bem em comunhão com a natureza, com as minhas memórias e com o meu presente. Amanhã, ou num próximo fim- de semana, irei percorrer o resto do percurso entre o apeadeiro da Graça do Divor e a Sempre Noiva. Recomendo vivamente!

 
Museu Militar

Hoje fui visitar o Museu Militar. Num velho edificío cheio de salas imponentes e bem decoradas encontram-se uma infinidade de armas dos mais variados tempos. Desde armas pré-históricas como os bifaces, até armas do tempo da segunda guerra mundial.


O Museu está em remodelação e, talvez por isso, não me foi possível vislumbrar registos de épocas mais recentes como as das guerras coloniais. Para além das armas, armaduras e manequins fardados encontram-se verdadeiras obras-primas da pintura de Columbano e José Malhoa entre outros. Interessante, também, o veículo que serviu para transportar os monolíticos do arco da Rua Augusta e os trabalhos de escultura e pintura dos tectos e paredes das diversas salas.


Vale a pena a visita, mas o Museu podia estar mais bem cuidado. Talvez depois da tal remodelação...

Museu Militar
Largo do Museu da Artilharia
1100 - 468 Lisboa

Funcionamento
10h00 - 17h00 Encerra 2ª e Feriados

2006-04-27

 


Casa Viva - Programa Liberdades

Uma sugestão diferente para quem vive no Porto.

 
Desde que li o primeiro livro de Carmen Posadas, fiquei fã, e já li todos os publicados pela autora. Recentemente saiu O Bom servidor, que reúne mais uma vez a boa qualidade da autora, e a imaginação que polvilha com muita ironia e nos delicia com as suas histórias.

...” A verdade é que, ...a prova dos nove para se ter a certeza de que um amor estava defunto era voltar a tocar naquela pele que tanto nos perturbava no passado, roçá-la ao de leve num beijo casto e social e verificarmos que não sentimos nada de nada, nem borboletas no estômago, nem framboesa na boca.
...estava tão obscuramente atraente como sempre, tanto que por momentos Inês esqueceu o ataque de riso do icebergue a ferver, também esqueceu que amava outra pessoa, porque a pele não tem memória e é muito puta, porque um corpo conhecido é nosso para sempre, ou pelo menos assim parece...”

O Bom servidor, Carmen Posadas
Editora Temas e Debates

 


Joaquim mentia com quantos dentes tinha na boca. O que, no caso dele, não era muito. Afinal só lhe restavam dois dentes, um em cima e outro em baixo. Desencontrados, mas não tão distantes que não lhe permitissem rasgar o pão com torresmos com que matava o bicho todas as manhãs.

Era nesses instantes, e perante a audiência reduzida que comungava da hora matinal na Casa do Povo, que Joaquim contava uma e outra história, por vezes repetindo-se na trama, mas inventando sempre novos pormenores, detalhes suculentos, que prendiam a atenção dos habitantes da aldeia.

Depois, com vagar que a pressa é inimiga da idade, levantava-se e ia dar as suas voltas, dar de comer aos coelhos e às galinhas e esforçar o que lhe restava das costas, com um enxó na mão a retirar batatas da terra.

Foi então que as águas se agitaram, maus espíritos cercaram a aldeia ou aconteceu o que tinha de acontecer que às vezes as histórias já estão escritas e apenas aguardam a sua hora para virem a lume. O certo é que o Ti Manel, homem de nenhumas falas, levantou o cajado uma e outra vez até esborrachar a cabeça já sem cabelos do seu compadre. Como abutres apareceram a televisão e os jornais, aqueles que vocês já sabem e que se pelam por qualquer morte sangrenta, ainda que num canto perdido para trás do sol posto.

Joaquim ganhou pinta de artista e presença assídua nos media nacionais, passou de reformado a correspondente local e amplou a sua audiência. Claro que tudo isso já passou, que mesmos os crimes de sangue chegam a um momento e deixam de chamar a atenção, mas foi o necessário para que novas e deliciosas histórias, com pivots e jornalistas de premeio, fossem enriquecer o reportório, já gasto, do Joaquim lá na Casa do Povo.

2006-04-25

 

Primavera no Alentejo...

 


agora ninguém mais cerra as portas que Abril abriu
Ary dos Santos

2006-04-24

 
EGIPTO I

Desde que lembro, este país exerce sobre mim um fascínio constante, mais ainda depois de o ter visitado. Não só pelos seus achados arqueológicos, pelos seus tesouros, mas por um todo, que o faz impar.

A sua terra tem um cheiro único, o seu clima, mas o que me maravilha mais é a sua luminosidade a sua cor. O inesquecível é o seu por do sol visto de Kafe um povoado muito perto das pirâmides de Gizé. Quando o sol se esconde atrás das pirâmides, num horizonte de cor púrpura, emoldurado pelas areias amarelas do deserto e pelos distantes montes da Líbia, é como se estivéssemos a assistir a algo divino, acreditem que não é exagero.

O cairo é uma cidade que vista da sua mais importante mesquita “Al Azhar” parece que não tem fim. É uma cidade que não dorme, que durante 24 horas o seu trânsito é caótico, onde um palácio faz esquina com um prédio ainda inacabado no topo, para poder abrigar mais um familiar e sua descendência.

Existe tanta coisa no Cairo e arredores para visitar!
Mênfis situada a 30 kms do Cairo alberga o Colosso de Ransés II, Sakkara a mais antiga necrópole do eterno Egipto, a pirâmide escalonada e a pirâmide de Unas, a famosa pirâmide de Gizé (a minha preferida) e a Esfinge com a cabeça do Faraó Kefren e corpo de leão que parece guardar os segredos milenares que estão dentro dela!






 
Uma sugestão para o feriado Ice Age II



Um óptimo anti-depressivo, sem contra indicações!

2006-04-23

 
Obras em casa

Há quem me acuse de ser viciado em fazer obras em casa.
Mentira Cristina!!!!!!! Não sou nada, eheheheh
Mas a verdade é que não consigo estar muito tempo sem fazer algumas coisitas. Esta minha “nossa” mania começou quando decidimos comprar uma casa de” praia-campo”, e fazer as obras ao nosso gosto, mas nunca imaginamos o trabalho que iríamos ter.
A primeira fase do nosso projecto era escolher a casa, o que não foi fácil, pois implicava o factor Gosto/Euros. Depois de muitos sábados de idas para a zona escolhida (Oeste) de visitas com agências a varias casas, lá acabamos apaixonados por uma casa numa vila calma, a poucos quilómetros da praia de Areia Branca e de Óbidos.
A segunda fase foi as obras do interior.
Depois da adjudicação do trabalho a uma pequena empresa de região e de nos terem afirmado que as obras duravam cerca de 2 meses, veio o nosso pesadelo, pois é, de 2 meses passaram para 5 meses com muita pressão da nossa parte e de varias discussões com o empreiteiro.
O facto de sermos de Lisboa implica que os trabalhos sejam mais caros, e que a todo o custo nos queiram enganar, mas contornamos esses problemas.
Depois veio o nosso trabalho, para pormenores, para coisas que poderíamos ser nós a fazer sem ter que pagar a ninguém. Acreditem que parecíamos dois trolhas, as mãos estavam num estado lastimoso, e nem as bem-ditas luvas de cirurgia nos valeram.
A terceira fase era a decoração, o que correu muito bem porque os nossos gostos estão quase sempre em sintonia. E procurar coisas que gostamos da-nos imenso prazer.
Ainda que o interior da casa esteja acabado, existe ainda muito trabalho exterior por fazer. Virá este verão a quarta fase, onde vai ser colocado um piso novo no quintal, para podermos almoçar e descansar a sombra das duas parreiras que já a muitos anos povoam aquela área, e se a preguiça deixar quem sabe o jardim ficará pronto este ano.



A Cozinha antes

A Cozinha depois

A sala antes

A sala depois


 


23 de Abril de 2006 : DIA MUNDIAL DO LIVRO

Hoje comemora-se o Dia Mundial do Livro e a proposta do Instituto do Instituto português do Livro e das Bibliotecas é que se comemore este dia estabelencendo relação entre os livros e a Primavera. O marcador, cujo download pode ser feito no site do IPLB, explica porque escolheram o dia de São Jorge para comemorar o Dia Mundial do Livro.

Na Biblioteca da escola onde trabalho antecipamos as comerações deste dia (por coincidir com o fim de semana ) prestando homenagem à escritora Ilse Losa, que se tornou portuguesa pelo casamento e que faleceu em janeiro deste ano. Dedicou-se à Literatura Infantil , mas o seu livro mais conhecido é " O mundo em que vivi" em que relata a sua experiência de jovem judia que viveu na Alemanha entre as duas guerras mundiais. Uma contadora de histórias deliciou alunos e professores com alguns contos de Ilse Losa e outros contos tradiconais portugueses. Um dia dedicado ao Livro! Boas leituras.


2006-04-22

 


Campeões! Campeões! Nós somos campeões !!

2006-04-21

 


As intermitências da morte

Ontem não morreu ninguém nas estradas portuguesas.

Deveria ser uma não noticia, no entanto é uma verdadeira noticia por não haver memória recente de um outro dia assim. Hoje já não ouvi nenhuma noticia sobre o assunto... a morte deve ter reocupado as suas actividades junto ao asfalto.

2006-04-19

 



Inside Man - O Infiltrado

Um filme de Spike Lee, com Denzel Washington, Clive Owen, Jodie Foster, Christopher Plummer e Willem Dafoe.


Um assalto engenhoso a um banco, onde são feitos muitos reféns, requer a assistência policial da equipa de resgate, que tenta que os criminosos se rendam. Mas...nem tudo é o que parece, e ao longo do filme vamos vendo entrevistas com reféns, que nos vão ajudando a perceber ( ou a baralhar) o enredo do filme. Pois será que afinal o objectivo era o dinheiro?

Spike Lee dirige sublimemente este enredo, com excelentes interpretações.
Mistura diversas culturas diferentes e aborda o racismo e o medo após o 11 de Setembro em Nova Iorque e outras questões sociais, já habitualmente vistas nas suas obras.

O filme tem um ritmo alucinante, vibramos logo no inicio, e também no final, com a muito bem escolhida canção Chaiyya_Chaiyya

Um filme imperdível!
O único contra meninas...é que o Clive Owen, brilha e muito com a sua voz, pois a sua cara está quase sempre tapada


2006-04-18

 

A Vila de Óbidos

Não nego que esta parte do Oeste Português é uma das minhas preferidas.
As muralhas desta Vila de Óbitos escondem um rico património histórico, religioso e arquitectónico.





É uma Vila cheia de actividades e festas durante todo o ano, entre as quais destaco duas a “Festa do Chocolate” e a minha preferida “O Mercado Medieval”, que aconselho a visitar!

Vale a pena passar um fim de semana em Óbidos, e descobrir tudo o que esta Vila tem para nos contar. E não se esqueçam da famosa ginja de óbitos.


 


O silêncio de um homem só

Este livro de contos de Manuel Jorge Marmelo traz-nos uma diversidade de histórias e de tipos de escrita apenas unidos pela boa qualidade literária. Num só livro podemos ler contos repletos de sentimentos, histórias do quotidiano, criticas mordazes à sociedade escritas de forma satiríca e, quase, non sense.

Não sendo, no conjunto, um grande livro de contos, tem dois ou três que por si só justificam a compra (ou pelo menos a leitura) do livro.

Há boas e más maneiras de começar a história. Todavia, revelar logo o desenlace raramente tem demonstrado ser uma estratégia acertada, ou não fosse o leitor um animal esquivo que não vê necessidade de ir espreitar a armadilha quando antecipadamente sabe o que lá vai encontrar. Neste caso, porém, arrisco: Amadeu morreu. E não de uma dessas mortes misteriosas e declaradamente induzidas por terceiros. Morreu de morte natural, morte morrida e nem sequer provocada por uma qualquer e fatal enfermidade. Foi da idade. Tão linearmente como se, às cinco horas de anteontem, o seu corpo tivesse ultrapassado o prazo de validade ou lhe tivessem esgotado as baterias.

 

Instinto Fatal 2


Realizado por Michael Caton-Jones, com Sharon Stone, David Morrissey, Charlotte Rampling, David Thewlis

A sequela de um grande filme que revolucionou o cinema na década de 90.

Neste filme Catherine Tramell envolve-se num acidente/ homicídio, e é confrontada com um psicanalista com quem se vai envolver. Tramell continua enigmática, manipuladora excêntrica, mas o filme não nos envolve e cativa como o primeiro. Um filme com um final ambíguo que mesmo assim, não chega para nos convencer.
Foi um prazer rever Catherine Tramell encarnada mais uma vez por Sharon Stone, que continua lindíssima, mas... falta ali qualquer coisa!


2006-04-17

 


Google Atack

Chama-se Google Atack a um ataque concertado (ou não), em que através da colocação na Web de múltiplos links, consegue-se associar a determinada palavra, alguém.

George Bush sofreu mais um ataque com a palavra failure (falhado). Aqui em Portugal o único caso que me recordo foi Durão Barroso com cherne.

 
Parabéns à nossa faroleira Henriqueta



Que contes muitos!!!!

2006-04-15

 

2006-04-13

 
Mea Culpa

Perdoem-me porque pequei.

Tenho consumido diariamente a internet, televisão e jornais. São os b l o g s que me tentam diariamente, o Público e os jornais que me oferecem nos transportes públicos. É o Perdidos, Roma, CSI, Sem rasto...

Sim, tenho pecado. Pior, tenho sido um pai negligente, tenho batido pouco nos meus filhos, não os tenho fechado na dispensa às escuras e nunca lhes amarrei as pernas e as mãos.

Felizmente Deus é Grande e o Tribunal é Supremo, por isso espero que me perdoem.

Amen

 

Barcelona #9
Ramblas! O meu artista de rua favorito, não é um mimo????

 

Barcelona #8
Vendedor! Prático ne?

 

Barcelona #7
Bairro Gótico, uma das minhas zonas favoritas!

 

Barcelona #6
Praça de Espanha (encantadora)

 

Barcelona #5
La Pedrera, Gaudi no seu melhor, fantástico!

 

Barcelona #3

Sagrada Familia (Fiquei desiludida, talvez por parecer mais um estaleiro, já que a sua conclusão está prevista apenas para 2025!)

 

Barcelona #2
Fundação Joan Miró (achei espectacular, vale a pena conhecer o trabalho deste grande artista)

 

Barcelona #1
Parc Guell, muito Gaudi!!!!!

2006-04-12

 
Maus-tratos infantis

Para quem não era defensor da violência infantil, tem de reaprender. É que quem não der umas estaladas e fechar os filhos no quarto escuro é mau educador. O “bonus pater família” é um conceito do nosso Direito que se traduz por “bom pai de família” e significa, em termos genéricos, o bom senso de um homem comum. O problema é que os conceitos evoluem, mas, pelos vistos, quem aplica o Direito não. Vem isto a propósito do Acórdão do Supremo Tribunal de Justiça, divulgado hoje pelos meios de Comunicação Social, que apreciou o recurso de uma educadora de infância que aplicava castigos físicos e psicológicos a crianças deficientes. O mesmo STJ, em notícia de 2004, reduziu, em 3 anos, a pena de um homem que estrangulou a mulher e que a agredia regularmente, considerando, entre outras coisas, que o comportamento desta justificava parcialmente o crime. ““Estalos [bofetadas] e pontapés” são para o MP e para os Juízes do STJ, uma forma de expressão””.
Não li ainda o Acórdão e, por isso, posso estar a ser injusto para com a Justiça, mas não posso aceitar, em situação alguma, que se maltrate uma criança, seja porque forma for e, muito menos, que me considerem, por falta de tabefes ao meu filho ou por não o ter fechado na despensa, um mau pai. Se for mesmo verdade o que foi divulgado hoje, apenas me apetece dizer: é esta a Justiça que temos... Querem opinar?

2006-04-10

 


Histórias de Barcelona #1

Foi em Edinburgo que Mark se estreou como homem estátua, mas foi quando passou por Barcelona que percebeu que podia fazer disso um modo de vida. Vestido a rigor, pintado de preto, passava horas imobilizado fingindo näo ver as pessoas a passar nas Ramblas.

Apenas três metros à frente estacionou Pepa. Dia após dia ficaram imóveis frente um ao outro, competindo pelas escassas moedas deixadas por um ou outro turista.

Demoraram meses até que o calor do veräo os fez sorrir, um para o outro, e cruzarem os poucos metros e a imensa torrente humana, diária, que os separava.

Hoje permanecem como estátuas, de dia, um frente ao outro. Mas é à noite que os dois se vingam, em movimentos articulados, de tanto imobilismo forçado.

2006-04-09

 





CAMPOS ALENTEJANOS E ANIMAIS: OS BURROS ESTÃO FELIZES E O CÃO MAIS VELHO PROTESTA PELA INVASÃO DOS SEUS DOMÍNIOS