2004-01-08
O ciúme, o lume e o fim
Não sei se é esta a ordem, mas é assim que se passa, quase sempre. Numa teoria tão velha como o amor ou como a paixão (que só são a mesma coisa quando se conjugam), o ciúme alimenta e a ausência dele leva ao afastamento. Ciúme aqui é interesse ou desinteresse. Outra teoria diz que com o passar do tempo a paixão morre deixando apenas o amor. No entretanto, a cena de ciúme leva a uma discussão que, por mais estéril que seja, havendo amor, reacende o lume. Havendo paixão, a fogueira levanta as labaredas e aquece, quase até queimar. Quando apenas já há só cinzas ou quando a centelha não consegue já incendiar o carvão esquecido, é o fim.
Mas há também o ciúme constrangedor. O que não tem por mola o interesse, o sentimento de posse e pertença exclusivas, enquanto dádiva partilhada, mas que emerge da desconfiança, da ausência de auto-estima. Pior ainda, da comparação imaginada, que reflecte da culpa pela traição reiterada. É um ciúme doentio, que desgasta e chega a matar, inútil, sem sentido.
Como em tudo na vida, o ciúme pode ter um lado positivo, enquanto potenciador, redescoberta e reencontro. Mas há que praticá-lo com a dose certa. A que advém do bom senso, mas sobretudo do que sentimos pelo outro. Caso contrário, o lume pode reacender algumas vezes, mas a fogueira encaminha-se para o fim. E destas cinzas não há Fénix(s) renascida(s).
Não sei se é esta a ordem, mas é assim que se passa, quase sempre. Numa teoria tão velha como o amor ou como a paixão (que só são a mesma coisa quando se conjugam), o ciúme alimenta e a ausência dele leva ao afastamento. Ciúme aqui é interesse ou desinteresse. Outra teoria diz que com o passar do tempo a paixão morre deixando apenas o amor. No entretanto, a cena de ciúme leva a uma discussão que, por mais estéril que seja, havendo amor, reacende o lume. Havendo paixão, a fogueira levanta as labaredas e aquece, quase até queimar. Quando apenas já há só cinzas ou quando a centelha não consegue já incendiar o carvão esquecido, é o fim.
Mas há também o ciúme constrangedor. O que não tem por mola o interesse, o sentimento de posse e pertença exclusivas, enquanto dádiva partilhada, mas que emerge da desconfiança, da ausência de auto-estima. Pior ainda, da comparação imaginada, que reflecte da culpa pela traição reiterada. É um ciúme doentio, que desgasta e chega a matar, inútil, sem sentido.
Como em tudo na vida, o ciúme pode ter um lado positivo, enquanto potenciador, redescoberta e reencontro. Mas há que praticá-lo com a dose certa. A que advém do bom senso, mas sobretudo do que sentimos pelo outro. Caso contrário, o lume pode reacender algumas vezes, mas a fogueira encaminha-se para o fim. E destas cinzas não há Fénix(s) renascida(s).