<$BlogRSDUrl$>

2004-05-29

 


Domingo de Ramos

Este romance de Clara Pinto Correia é também o livro que Mário Rosa escreveu no longínquo ano de 1975. E são essas memórias que Mário Rosa, vinte anos depois mais conhecido por Dr. Nobrega de Sousa, revive ao encontrar a grande paixão da sua vida na altura.

Trata-se de um romance que retrata o período revolucionário e a juventude da época. A ingenuidade com que as coisas eram vividas mas também a sua autenticidade. É que não eram só revolucionários... eram também psicadélicos, como diz certa personagem às páginas tantas. Recomendo este livro, achei-o bem interessante.

Imagina um páis livre de moldes e de rumos. Imagina um intervalo de tempo em que não estão estabelecidas leis nem regras, em que não se conhecem os dogmas nem se reconhecem os dados adquiridos.
Imagina uma página em branco, e essa página é uma nação em delírio que pode, pode naquele momento preciso e em mais nenhum outro, escolher a língua em que vão ser escritas palavras que ainda nem sequer existem. Imagina esta coisa inimaginável.
Era a nossa coisa.
Vivemos dentro dela sem nunca podermos parar para respirar fundo. Foi a mais vertiginosa de todas as travessias. O mais violento de todos os ritos de passagem.


Comments: Enviar um comentário

<< Home