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2004-06-28

 


Eurocrónicas
Estórias ficcionadas que por pura coincidência ás vezes até são verdadeiras.

Mark encontra-se dividido. Por mais inacreditável que pareça, não sabe muito bem se quer que ganhe Portugal se a Holanda, o seu próprio país, o jogo da próxima quarta-feira.

- É que sabes Pedro, eu estou-me nas tintas para o futebol em si, o que eu quero é um bom pretexto para festejar.
- Mas a Holanda ganhar não será para ti um melhor pretexto – inquiro, enquanto penso que a larga maioria dos portugueses, tal como eu, o que quer, também, e precisa como do pão para a boca, é de um pretexto para festejar, é de um motivo que dê alegria e melhor que tudo, uma alegria que possamos partilhar com quem nos rodeia, conhecido ou desconhecido, um pretexto para vir para a rua comungar de uma alegria e de uma festa.

Mark conta-me então do Portugal-Inglaterra visto com um cachecol português ao pescoço. Do melhor de tudo que é poder ter festejado juntamente com os portugueses – Foi uma loucura, eu nunca vi nada assim – confessa – e eu bem gostava de repetir, por isso, só por isso e se os portugueses me deixarem festejar, eu quase que preferia que vocês ganhassem.

- Eu ainda não vi, nem sei como será, a reacção dos portugueses em caso de derrota. Mas se ganharmos seremos magnânimos e claro que poderás festejar connosco.
- E não achas que um holandês a festejar a derrota do seu país não é assim uma coisa um bocado contra-natura. Sei lá como mudar de primeiro ministro numa democracia sem que o povo se pronuncie.

Só me faltava esta, virar piada internacional – penso enquanto recordo os milhares de cartoons que foram feitos depois da “vitória” administrativa de George Bush.

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