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2004-10-26

 


Vídeo vigilância

Há temas que me incomodam profundamente. Porque me dividem e colocam-me em conflito comigo mesmo. E um deles é o da vídeo vigilância. Agora, com acuidade nas Creches e Escolas, face ao parecer negativo da Comissão de Protecção de Dados, suscita-se o debate.
Se, por exemplo, tivesse um filho numa Creche, talvez gostasse de observar, de vez em quando, através da Internet, o ambiente em que se encontrava, como se estava a comportar, mas, sobretudo, como o estavam a tratar. Mas se fosse Educador de Infância, talvez me sentisse intimidado com uma câmara de vídeo e até ferido na minha dignidade profissional e pessoal.
Não é fácil resolver este conflito. Durante a tarde de hoje, no Fórum da TSF, as opiniões dividiram-se. Sei que, em público, estamos quase sempre vigiados. Nas estações de combustível, nos hipermercados e em muitos outros locais em que, por vezes, quase não nos apercebemos daquela plaquinha: “Sorria, está a ser filmado”. É uma espécie de “Big Brother”, não assente necessariamente no escândalo, mas à espera de uma escorregadela do cidadão comum. Outros dirão: para que o cidadão comum não pague pelos erros dos menos comuns.
Não sei, confesso. Mas chateia-me ser vigiado. E como não gosto, não o desejo aos outros.
Mas, como disse, o debate impõe-se. Vamos a isso?

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