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2004-12-17

 
Somos uns queixinhas...

Para quem anda por aí sempre a queixar-se (como eu, confesso) vejam só o resultado de um estudo da Revista Economist:

“Portugal foi eleito o 19º melhor país do mundo para viver, tendo em conta diversos aspectos como a qualidade de vida, a saúde, o trabalho e os valores de família. O estudo foi realizado pela revista britânica Economist, sendo que a liderança é ocupada pela Irlanda que obteve 8,33 pontos em 10 possíveis, numa análise feita a 111 países.
Os primeiros 20 países eleitos como os melhores do Mundo para viver estão assim ordenados: Irlanda, Suiça, Noruega, Luxemburgo, Suécia, Austrália, Islândia, Itália, Dinamarca, Espanha, Singapura, Finlândia, Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia, Holanda, Japão, Hong Kong, Portugal e Áustria.
Entre os países da América Latina, o Chile foi o que ocupou a melhor posição (31), seguido pelo México (32), Costa Rica (35), Brasil (39) e Argentina (40). Referência também para o facto de o Reino Unido ter caído para o 29º lugar, o mais baixo dos 15 países da antiga União Europeia (UE).
Os analistas incluíram entre os seus parâmetros, aspectos da qualidade de vida, salários, politicas de saúde, liberdade de expressão, desemprego e valores de família, assim como o clima e a igualdade de sexos.
De acordo com a publicação, a Irlanda obteve o primeiro lugar «porque combina alguns dos factores mais desejados, como o baixo desemprego, estabilidade e liberdade política e a possibilidade de formar uma família estável».”

Este texto, que suponho de uma notícia publicada há alguns dias, agora enviado por uma amiga (as desculpas por não citar a fonte, porque não me lembro nem constava do email, mas fica a vénia devida e a promessa de citação logo que seja reivindicada a autoria), deixa-me perplexo. Ou este estudo foi elaborado por uns rapazes que se deslumbraram com o sol do Algarve e desatinaram com uns copos (e sabe-se lá mais com quê) nos bares nocturnos do sul deste rectângulo ou o resto do Mundo anda muito pior do que eu pensava. Mas, a dar-lhes crédito, tenho de admitir que o Dr. Murrais Sarmento tem, afinal, toda a razão. O que a comunicação social transmite não é nem verdade nem didáctico. Também há uma terceira hipótese: como saio pouco de casa, estou desfasado da realidade. Talvez... Mas, como também trabalhei nas estatísticas, ainda me lembro da falácia dos números. E depois da comunicação do Prof. Cavaco Silva, de agorinha, há pouco, apetece-me concluir: “Duhaaa...!”

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