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2005-02-16

 


A PERNA ESQUERDA DE PARIS seguido de ROLAND BARTHES E ROBERT MUSIL

Este livro de Gonçalo M. Tavares tras duas histórias (?), ficções (?), ensaios (?), enfim duas coisas. Podia chamar-se a esta escrita poesia ou, talvez mais apropriadamente, pensamentos.

A principal diferença entre a primeira e a segunda é que em Roland Barthes e Robert Musil, Gonçalo M. Tavares escreve o texto numa tabela. No entanto não tira partido das possibilidades de leitura que uma tabela literária pode apresentar (horizontal e vertical, etc)

Tratando-se de um livro interessante é igualmente bizarro e não se compara a outros títulos deste autor.

Não há gestos femininos e gestos masculinos, pelos menos feitos com as mãos. Já que as mãos são partes do corpo comuns ao homem e à mulher. quando muito existirão gestos femininos feitos com os seios, a vagina ou as ancas largas, e existirão gestos masculinos feitos com o órgão sexual masculino. Abrir a porta e deixar, delicadamente, a outra pessoa entrar primeiro, não é um gesto masculino porque não depende directamente de nenhum órgão anatomicamente estrangeiro à mulher.
Eis uma teoria.
Bloom disse:
- Tenho vontade de te fazer um gesto absolutamente masculino com a parte do meu corpo que é absolutamente masculina.
Maria Bloom disse que não, estava a ler um livro de filosofia. Estava a acabar. Faltavam três páginas.
- Deixa-me acabar de ler estas três páginas. A seguir, fornicamos.

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