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2005-08-20

 

Auto estima

Em 1179, o Papa Alexandre III reconheceu ou confirmou o Estado de Portugal, apesar da oposição de Castela, estava D. Afonso Henriques já de espada arrumada. Em 1383, o mestre de Avis encabeça a revolução contra o mesmo inimigo, resistindo ao cerco do Rei de Castela (1384), que desandou com a peste, e reinando a partir de 1385, como D. João I. Em 1640, quando Portugal tinha cerca de dois milhões de habitantes e, ao que parece, farto do domínio dos Filipes desde 1581 - causado pela insensatez de D. Sebastião que terá morrido em Alcácer Quibir no ano de 1578 (mas ainda esperado nas manhãs de nevoeiro...) - , D. João IV restaura a independência, facto que ainda hoje se comemora a 1 de Dezembro. Há já muitos anos atrás, mas em data que não se pode precisar, os Espanhóis (que não é o mesmo que castelhanos) voltaram a invadir Portugal, mas agora usando da subtileza do comércio livre no seio da União Europeia, numa dimensão ainda não quantificada mas esmagadora.

Não pretendendo imitar José Hermano Saraiva, “foi aqui...” que quis mesmo chegar. A uma conversa que ouvi num destes dias de férias no Algarve, onde não há segredos entre toalhas. Falava-se das pessoas que iam a Espanha fazer as compras da semana ou do mês e aproveitavam também para abastecer o carro de combustível. Comparava-se Portugal e o país vizinho, ficando para o lado de cá apenas desgraças. E concluía-se por ser preferível uma União Ibérica ou, simplificando, pela integração de Portugal em Espanha, como mais uma província. Longe vão os tempos em que se dizia: “De Espanha nem bom vento nem bom casamento!”. Fiquei a matutar nisto, mas, curiosamente, não me apeteceu sequer questionar-me. É que isto vai mesmo tão mal que começo a acreditar que não há salvação possível. No entretanto, acabado de chegar, vou mas é voltar a Vilamoura, por mais uns dias, para ver se me passa a “telha”. Adiós!!!...

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