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2006-10-07

 
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Domingo 1 de Outubro

Mais um passo...
Casal homossexual adopta criança
2006/09/30 23:57
PortugalDiário
Primeiro caso em Espanha. Maioria dos pedidos é de casais masculinos

Um casal homossexual de Barcelona conseguiu adoptar uma criança, o primeiro caso em Espanha, ao abrigo da nova lei, que dá aos casais homossexuais os mesmos direitos do que os heterossexuais, avançam os órgãos de comunicação social espanhóis.
Segundo Carme Figueras, conselheira do bem-estar e da família da Catalunha, 28 casais homossexuais tinham efectuado a inscrição para adoptar de acordo com a nova lei. A maioria dos pedidos é de casais do sexo masculino.

Já existem casos em Espanha de casais homossexuais que se tornaram pais legais de crianças de um dos homens, mas esta é a primeira vez que a adopção é concedida a um casal sem laços sanguíneos com a criança.
«O mais importante na adopção é que a criança seja a beneficiada, que ele ou ela seja amada, cuidada, respeitada e não maltratada», disse Carme Figueras.
A legalização do casamento «gay» foi uma das medidas introduzidas pelo primeiro-ministro socialista José Luiz Rodriguez Zapatero quando assumiu o poder em 2004.


em Murcon



Segunda 2 de Outubro

Brasil só decide à 2ª volta

Com 97,8% dos votos do eleitorado brasileiro já contados o resultado é o do quadro abaixo.
A segunda volta é a 29 de Outubro e a luta promete ser renhida. Lula ganha no Nordeste e presumivelmente nas camadas mais desfavorecidas, menos sensíveis à corrupção ("são todos iguais"!) e contempladas (uns 9 milhões de famílias) com um rendimento mínimo grantido e um subsídio por cada filho que frequenta a escola.
O eleitorado das grandes cidades e do Sul desiquilibrou as sondagens a favor de Alckmin.

Candidatos Partidos % Votos
Lula da Silva PT 48,79
Geraldo Alckmin PSDB 41,43
Heloísa Helena PSoL 6,85
Cristovam Buarque PDT 2,67
Outros Outros 0,27


em Puxapalavra


Terça 3 de Outubro


Um ministro muito ocupado

Os governos de Espanha, da Alemanha, do Reino Unido, da Irlanda, da Itáia, da Polónia e da Roménia aceitaram o convite para participar numa audição da comissão do Parlamento Europeu sobre os voos da CIA. Luís Amado não.


em Arrastão


Quarta 4 de Outubro

01:12 - 101 Católicos

Em 4 de Outubro de 1965 é divulgado o “Manifesto dos 101 católicos" que abertamente tomam posição contra a guerra colonial, criticando a cumplicidade da hierarquia católica com o regime de Salazar.

Entre os seus signatários figuram os nomes de Sophia de Mello Breyner Andresen, Pereira de Moura, Lindley Cintra, Alçada Batista, Helena Cidade de Moura, Lino Neto, Ruy Belo, Aurora Cunha Monteiro, Domingos Megre, Manuel Megre, João Bérnard da Costa, José Manuel Galvão Teles, Nuno Teotónio Pereira, Pedro Tamen, Vitor Wengorovius e muitos outros activistas católicos e oposicionistas políticos ao regime de Salazar.

Sophia de Mello Breyner, no ano anterior, vira o seu "Livro Sexto" - onde Salazar é retratado como um "velho abutre" cujos discursos "têm o dom de tornar as almas mais pequenas" -, receber o Grande Prémio de Poesia da Sociedade Portuguesa de Escritores (SPE). Foi, aliás, o último prémio de poesia atribuído pela SPE, extinta em 1965 na sequência da atribuição do prémio de novelística a Luandino Vieira.


em Blog da Sabedoria


Quinta 5 de Outubro

Revolução de 5 de Outubro de 1910

Viva A República, Viva Portugal!

A Proclamação da República Portuguesa foi o resultado da Revolução de 5 de Outubro de 1910 que naquela data pôs termo à monarquia em Portugal.
As movimentações militares da revolução do 5 de Outubro iniciaram-se no dia 3 de Outubro pelas 3 da madrugada. Foi nessa altura que os soldados da Infantaria 16 se instalaram no cimo da Avenida da Liberdade onde se juntaram as baterias do Regimento de Artilharia 1. Nessa zona instalar-se-ia o quartel-general dos revolucionários chefiados pelo comissário naval Machado Santos.
A marinha aderiu imediatamente à revolta tendo-se juntado outros militares de baixa patente de ideais republicanos. Os navios Adamastor e São Rafael prepararam-se para o bombardeamento ao Palácio das Necessidades, que se veio a efectura no dia seguinte. Não obstante a oposição do cruzador D. Carlos, as operações navais rapidamente foram controladas.
Entretanto, mal se soube do início das operações, registou-se uma grande agitação entre a população que rapidamente se prestou a ajudar os revoltosos. Há que salientar neste aspecto a acção da Carbonária que desempenhou um papel importante no sucesso do golpe militar.
As tropas terrestres tinham-se instalado na Rotunda onde sofriam um forte bombardeamento das forças monárquicas. Na madrugada do dia 4 a situação dessas tropas podia considerar-se desesperante, chegando ao ponto do capitão Sá Cardoso admitir a hipótese de depôr as armas. Todavia Machado Santos não se conformou com a situação dizendo que preferia morrer a entregar as armas. Foi a tenacidade deste homem que possibilitou um autêntico volte-face na situação. No dia seguinte ele escrevia: "Tenho a honra de comunicar que as forças do meu comando, acampadas na Rotunda da Avenida, venceram as tropas monárquicas. Escusado será lembrar o que foram para as forças que tive a honra de comandar essas horas terríveis de luta de um contra dez. " (Relatório do comandante Machado Santos ao Governo Provisório).
O ataque de um grupo de marinheiros chefiados pelo comissário Mariano Martins ao Rossio, onde se encontrava o general Gorjão, comandante da 1.ª divisão viria a revelar-se decisivo na vitória das forças republicanas, pois veio diminuir os ataques sobre a Rotunda.
Assim, às 9 horas da manhã do dia 4 de Outubro, Paiva Couceiro, o general-chefe das forças monárquicas assinou a acta da rendição. Na manhã de 5, a República foi proclamada na Câmara Municipal de Lisboa. Ao meio-dia a Revolução estava consumada.
Na tarde desse dia o rei D. Manuel acompanhado pelas rainhas D. Amélia e D. Maria Pia, embarcava na Ericeira, a bordo do iate Amélia rumo a Gibraltar. Daí, seguiu para Inglaterra, a sua morada definitiva


em Momentos e Documentos


Sexta 6 de Outubro

Virtual

Não imagino como será ser-se um super-heroi, não consigo sequer visualizar um fato ou um conjunto de super-poderes... Mas sei o que é sentir-se na pele de um super-vilão, que diga-se é muito mais atractivo. Nos filmes, nos livros e nas bandas desenhadas o mau da fita é sempre muito mais elaborado que o personagem principal. Veja-se o Joker, o Blofeld, o Bluto, ou um replicant (respectivamente arqui-inimigos do Batman, do 007, do Popey e do Blade Runner). São personagens ricas em conteudo e à sua maneira opostas do protagonista.
Na vida real também há estas ligações entre os "bons" e os "maus", e a Internet não é excepção: Na internet eu sou o "bom", e os "maus" são os otários que criaram a porcaria do virus W32 que me vai fazer ter que formatar a Drive C:/ e perder inumeros ficheiros insubestituiveis.
Mas vou prevalecer, o "bom" tem quase sempre uma vantagem sobre o "mau", é que o "bom" no fim, sobrevive...


em Velocidade de cruzeiro


Sábado 7 de Outubro

COISAS DA SÁBADO: VERDADE E POLÍTICA

O Primeiro-Ministro húngaro num momento de catarse resolveu dizer que mentira aos seus concidadãos para ganhar eleições. Os seus eleitores, num momento de catarse, resolveram dizer que tinham acreditado nas mentiras e que se sentiam agora enganados pelo que querem o homem na rua. Todos os dilemas da política moderna nas democracias estão aqui presentes. Sem mentir, os políticos não ganham eleições, por regra. As excepções confirmam a regra. Sem serem voluntariamente enganados os eleitores não votam em ninguém. Vou acaso votar em alguém que me diz, na miséria em que eu estou, que vou ter que trabalhar mais, ou ganhar menos e não ter esperança tão cedo de a deixar? Nem pensar nisso, vou votar mas é no que parece saído da televisão, bem falante, bem parecido, que me acaricia o ouvido com o que eu quero ouvir. Que faz todas as rábulas do que eu desejo: se vivo em tempos inseguros, quero um duro e firme com o crime, se vivo num túnel, quero um que me fale do fim do túnel e da sua luz radiosa. Eu sei que ele me mente que é só teatro, mas é desse teatro que eu gosto, não me quebrem a ilusão, esse doce enlevo. Vai para a rua ó mentiroso húngaro!


em abrupto

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