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2007-05-21

 


Ota fora de tempo

Tudo tem o seu tempo e quando o tempo não é respeitado arriscamo-nos a tomar decisões erradas, efectuar escolhas erradas ou, ainda pior, não chegar a fazer nada.
A discussão em torno de um novo aeroporto para Lisboa começou na década de 70, tendo o governo da época determinado a sua localização em Rio Frio em 1972.
Desde então até 1999 em que o governo decidiu a sua localização na OTA, têm ocorrido inúmeros estudos que basicamente vão alternando posições sobre estas duas possíveis localizações.

Mas há 30, 20 ou mesmo 10 anos atrás a realidade da mobilidade por via aérea era bem diferente da actual. E o primeiro grande problema que se coloca é que foi numa outra realidade, que se restringiu as opções a estas duas, ou porventura mais uma, opções. Este tipo de atraso entre o tempo da decisão e o da implementação, como sucedeu por exemplo no Alqueva, pode levar a que um projecto dedicado a abastecer de água terrenos agrícolas seja implementado para a construção de resorts junto à albufeira ou para a rega de campos de golfe.

Também a discussão actual em torno da Ota vem fora de tempo. É que não é necessário um novo aeroporto de Lisboa para amanhã, é mesmo para ontem. O incremento de tráfego aéreo para Lisboa, o correspondente aumento de receita no turismo e o facto de Lisboa conseguir ser hoje uma placa giratória para voos internacionais, corre-se o risco de perder por incapacidade de resposta aos pedidos feitos.

O aeroporto da Portela está verdadeiramente sem capacidade de resposta e mesmo que a obra da Ota comece amanhã, já vai ficar pronta muito fora de tempo útil.

A meu ver, portanto, mal grado pensar que a opção da Ota não foi feita tendo em consideração todos os factores essenciais para a escolha da localização de um novo aeroporto: ordenamento do território, operacionalidade aeroportuária, racionalidade económica, acessibilidades privilegiando acessibilidades com outros transportes públicos e impacte ambiental e social; julgo que a discussão oportuna seria aceitar a Ota como decisão definitiva e impedir que se acumulem novos erros.

O primeiro desses erros seria desactivar o aeroporto da Portela e entregar esse espaço à especulação imobiliária aproveitando a sua boa localização e a futura linha de Metro que irá servir essa área.

O segundo seria esquecer rapidamente que a opção Rio Frio foi marginalizada, quase exclusivamente devido a um maior impacte ambiental em termos de número de sobreiros que seria necessário abater, e deitar, à mesma os sobreiros abaixo para construir urbanizações como é o caso da Herdade de Rio Frio.

Por último assumir que necessidade de melhorar as acessibilidades deve ser feita com recurso ao TGV. É que o comboio de alta velocidade é muito mais um modo de transporte concorrente do que complementar do avião para distâncias inferiores a 400 km.

Fazer uma estação na Ota e outra em Lisboa de TGV, com uma distância da ordem dos 45 km, é um profundo disparate. Os passageiros que aterrem na Ota devem ter um transporte ferroviário pesado para uma estação que faça interface com o Metropolitano e o TGV em Lisboa.

A opção de colocar uma estação de TGV junto ao aeroporto da Ota só faria sentido se o objectivo fosse desactivar os aeroportos do Porto e Faro, e então, reencaminhar para essas cidades, via TGV, os passageiros com esse destino.

Outro dado que deveria ser rapidamente debatido é o urbanismo que se irá gerar em volta do novo aeroporto. Por forma a evitar, daqui a uns tempos, ter os mesmos riscos acrescidos para a segurança por termos habitação na zona de rota dos aviões junto à Ota.

artigo publicado em Ota em debate em esquerda.net

Comments:
Em Portugal leva-se anos a decidir seja o que for. Se o aeroporto deve ser em Ota ou Rio Frio, confesso que não sei mas estou de acordo contigo: a decisão já há muito deveria estar tomada e as obras começadas. Quanto ao TVG, também acho um disparate ter uma paragem em Ota. Deixa de ser um TVG, com tantas paragens. Ota deverá ter um comboio entre o aeroporto e Lisboa como todas as capitais da Europa têm. De qualquer modo, como sou da região de Alenquer, vou ter muita pena que tudo por ali se modifique em termos de urbanismo e modo de vida. A Serra de Montejunto, tão bonita, também irá sofrer todo aquele impacto produzido pelo aeroporto e instalações satélites. Mas é o progresso, não é?
 
Gostei de ler e concordo na generalidade.
 
Pois o timing é tudo. Basta olhar para a Barragem de Alqueva e ver como a demora na execução do projecto levou a desvios significativos dos obejectivos iniciais.

Importante também a questão dos impactos ambientais por um lado - e não é só as previstas ocupações de Rio Frio, como também a plataforma logistica no Poceirão - e do crescimento urbanistico à volta do NAL - provavelmente era nisto que o ministro falava quando referia a necessidade de "levar um milhão de pessoas" para as redondezas.
 
Antecipada desculpa por:
P/SAPO"(...) Sugiro que localizem a origem num IP a partir da Amadora(...)"
José Murta Lourenço
(Qualquer Pide coraria de vergonha)
Posted by at 05:17 PM | Comentários: (0)
electroconsul
"Isto é que vai uma crise" (...)
José Murta Lourenço (www.literario.no.sapo.pt)


PARA QUÊ COMENTAR ESTE MAIL?! ( VÓMITO NA RESSACA...)


De: murta@sapo.pt
Para: mrbta@clix.pt Data/Hora: 2007/07/03 08:52:55
Assunto: maria careca
First Name : Maria Regina Tavares
E-mail : mrbta@clix.pt
Comment : Vi um comentário do Sr. José Murta, formulando o convite
para que veja seu blog. Não resisto à tentação de abaixo colar
informação significativa, que se reporta a acto de censura ignóbil,
justificado com cobarde e hedionda mentira, censura feita por est
Uma maria careca e de barbas é igual a um porco escondido por saias! .

QUANTO AO SEU POEMA, PERMITO-ME ,COMO CIDADÃ LIVRE, TECER O COMENTÁRIO ABAIXO:

Poema sem forma, conteúdo ou métrica. Verdadeiro hino à falta de inspiração e(ou) o excessivo convencimento narcísico dum pobre poeta, escritor de pacotilha , censor de comentários que não alimentam o ego, mas activo promotor publicitário da actividade de construção ... - não me refiro claro a Bertolt Brecht.
O senhor se tivesse vergonha nessa cara não publicava mais qualquer vómito plasmado em palavra , porque já se atreveu a censurar ,recorrendo à ignóbil mentira, um comentário meu .
O Sr. não tem espírito de bloguista , afinal um dos últimos redutos de livre expressão, numa democracia de opereta cada vez mais asfixiante do "VERBO". O Sr. serve-se do Blogue para promover a EMPRESA ONDE É FUNCIONÁRIO COMO EXEMPLAR MANDANTE DO PATRÃO QUE SEGURAMENTE O RECOMPENSARÁ POR TAL FEITO.



Não posso deixar de salientar o contraste entre este espaço, onde o estatuto epistemológico da palavra é dignificado, e o que aqui denuncio como escoria bloguista sob a batuta da censura mais ignóbil.
O que resta nesta dita democracia em termos de forum de livre expressão de ideias está bem patente neste blogue. O design da página e o conteúdo dos seus textos merecem um justo realçe com a formulação do desejo de que continuem contra ventos e marés rompendo a mordaça dos censores de todos os matizes e apelando pelo vosso exemplo a que mil blogues floresçam...
Livre (não há machado que corte)

Música: Manuel Freire
Letra: Carlos Oliveira
Intérprete: Manuel Freire

(Não há machado que corte
a raíz ao pensamento) [bis]
(não há morte para o vento
não há morte) [bis]
Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão
Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre
 
Ex.mos senhores

Desde há algum tempo que têm surgido mensagens insultuosas no vosso livro de comentários, tal como no das letras de paganini, assinadas por Maria Regina Tavares (em alguns casos, da Silva).
A verdadeira Drª Maria Regina Tavares da Silva, assessora da comissão para a igualdade dos direitos das mulheres, tem-me pedido com insistência para que sejam removidos tais comentários a que é alheia. Descobriu que afinal a pessoa que se faz passar por si para me insultar usa um endereço mrbta@clix.pt em nome de ...........
Solicito pois que removam tais comentários sem prejuízo de ouras acções.
Cumprimentos
José Manuel Lourenço
 
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